terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


Obrigado, pelo carinho de vocês. Pois os grandes merecedores de aplausos são vocês, que após anos de dedicação e esforço, ainda se dedicaram a estudar até as 21hs. os grandes profissionais que eu tive o prazer de conhecer e repartir conhecimentos. Fiquem com Deus.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Felicidade!


Hoje foi um dia maravilhoso...e quero dividir isso com vocês.
Ao terminar a minha primeira turma de Educação Digital, senti um imenso prazer de ter cumprido com o que me ofereceram pra realizar. Me senti feliz.
Agradeço a Deus pela missão que ali cumpri, sempre com dedicação e carinho, como é pra ser feito sempre.
Obrigado aos que acreditaram em mim, obrigado por terem me capacitado e obrigado Senhor por ter me ajudado a cada dia á levantar e partilhar o pouco que sei.
Que dia....

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

As múltiplas faces do sofrimento. Pe.Fábio de Melo


As múltiplas faces do sofrimento
Nas estradas da vida, o sofrimento é uma passagem
obrigatória.
Causa de muitos dizeres, motivo de muitos motivos,
o sofrimento humano figura nas mais diversas culturas
como um dos assuntos mais recorrentes. Muitos ramos de
conhecimento já se ocuparam dele. Ramos diferenciados,
evidenciando suas inúmeras faces.
O sofrimento é naturalmente interessante. Ele nos
instiga a uma aproximação respeitosa, pois parece condensar
boa parte do significado da vida. Compreender o sofrimento
parece nos oferecer uma chave de leitura para todas
as questões humanas, afinal ele perpassa toda a problemática

Quando o sofrimento bater à sua porta
da existência. Ele é o “lugar” onde reconhecemos nossa humanidade
em sua crueza mais venturosa.
A filosofia, desde sua matriz grega até os dias de hoje, empenhou-
se profundamente em suas tentativas de compreender
o sofrimento e suas causas mais profundas. A teologia sempre
se esmerou em articular a problemática da Revelação de Deus,
centro de suas investigações, com sua busca incansável por respostas
a respeito do sofrimento da condição humana.
A psicologia sempre se mostrou desejosa de fornecer caminhos
que aliviassem o peso de nossas mazelas. O objetivo de
sua pesquisa é favorecer ao humano uma estrutura psíquica um
pouco mais harmoniosa, livrando-o das neuroses e o ajudando
a conviver melhor com os limites que lhes são próprios.
A medicina, enquanto capacitada para dissecar a morfologia
do sofrimento, isto é, o corpo que padece, avançou
territórios interessantíssimos na luta contra a dor. Ela trabalha
com o corpo e sua condição de “matéria temporária”.
O corpo é matéria limitada, isto é, ele é propenso aos
limites e regras do meio em que está localizado. O corpo,
quando exposto ao calor, sofrerá as conseqüências do aquecimento.
Quando exposto ao frio, sofrerá as conseqüências
do resfriamento. Somos vulneráveis, e esta vulnerabilidade
é a porta de muitos sofrimentos.
O corpo é o território da dor. É nele que o sofrimento
e todas as suas faces se concretizam. Quando violentado
por alguma causa, o corpo responde com a dor.

Fábio de Melo
A dor é uma resposta natural do corpo. Ela sinaliza
para o limite que possuímos. É por isso que desde muito
cedo aprendemos a driblar os nossos limites. É simples.
Minimizar os limites é uma tentativa de evitar a dor. Este
aprendizado nós o fizemos a partir de regras práticas do
nosso dia-a-dia. Desde criança ouvimos a frase: “Não põe a
mão no fogo porque queima!”
O imperativo da expressão era uma forma de apontar
os limites que nos são próprios. Não temos uma pele resistente
ao calor das chamas. Possuímos este limite, e com ele
teremos que viver.
A medicina, ao ocupar-se das fragilidades do corpo,
busca encontrar caminhos para superar, ainda que temporariamente,
os poderes de sua finitude. O corpo, por estar sujeito
à regra que postula que “tudo o que é vivo um dia morrerá”,
experimenta constantemente o perigo da interrupção
de sua duração. Este é o objeto da medicina. O corpo é a
matéria da pesquisa, dos avanços e também dos fracassos.
A medicina não pára de buscar caminhos. Nas últimas
décadas, temos acompanhado uma forte campanha
dermatológica, solicitando à população que implante na
rotina de suas vidas o uso do protetor solar. Com o problema
das fendas na camada de ozônio, o aquecimento global
nos legou, além dos muitos que já temos, um novo limite.
Nossa pele não suporta a incidência dos raios que chegam
diretamente até nós. Sem a camada de proteção natural,

Quando o sofrimento bater à sua porta
que foi destruída pelas constantes agressões de nossas sociedades
industrializadas, somos agora obrigados a buscar um
recurso que nos proteja dos raios nocivos do sol.
É a medicina tentando driblar o limite do corpo. É
a tecnologia aplicada à preservação da saúde. É a tentativa
de minimizar os sofrimentos físicos, aqueles que as
radiografias detectam e que os exames revelam. É o corpo
e suas possibilidades de dor. É a carne humana e sua
fragilidade exposta; é o ser vivente e sua luta desesperada
contra a morte.
Mas não temos o desejo de nos ater a estas questões.
O nosso querer é menos pretensioso. Queremos, com
simplicidade, buscar tecer uma reflexão que nos favoreça
um jeito de acolher os sofrimentos que nos afligem, sem
permitir que eles nos destruam ou nos retirem a vontade
de viver.
Para favorecer este nosso desejo e torná-lo possível,
consideraremos o sofrimento a partir da díade: corpo –
alma. Dessa forma, ficará mais seguro continuar o caminho
que desejamos.
Os sofrimentos do corpo são os diretamente ligados
ao contexto da dor localizada, da dor material, física. O
corpo que envelhece, o corpo que padece com os limites
do tempo.
Já os sofrimentos da alma são os que se referem aos
desatinos dos afetos, aos conflitos espirituais, emocionais,
morais, enfim, tudo o que dói na vida humana e que não
tem uma materialidade, isto é, não pode ser radiografado,
nem tampouco identificado em exames laboratoriais.
Quando o nosso sofrimento é localizado e pode ser
curado mediante prescrições de remédios, estamos diante
de problemas para os quais a medicina já encontrou
a solução. Se temos uma enfermidade psíquica, fruto de
desordens químicas que geram tristezas, ou de distúrbios
emocionais, provenientes de nossos distúrbios cerebrais, a
medicina oferece inúmeros caminhos e possibilidades para
sararmos estas questões.
Mas o que podemos fazer quando estamos diante dos
limites que são próprios da vida e para os quais não existem
remédios? Como reagir diante dos acontecimentos trágicos
a que toda pessoa está sujeita? Como é que podemos nos
posicionar diante de tudo o que nos infelicita nestes tempos
tão marcados por inseguranças e violências?
Há algum jeito, alguma forma de fortalecer nossa estrutura
humana para que o sofrimento seja enfrentado sem
que ele se torne a causa de nossa ruína?
É possível administrar os sofrimentos e minimizar
suas ações sobre nós? A dor pode nos ensinar alguma coisa?
Podemos aprender alguma lição com os limites que são
próprios da vida?
É sobre estas questões que queremos refletir.

Autor Pe. Fábio de Melo, livro "Quando o sofrimento bater á sua porta". Capítulo 1

www.cancaonova.com

sexta-feira, 24 de outubro de 2008


25 de outubro

TEm Aula!

Hahaha...!

Vejo vcs lá. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A Soberba


A Soberba 
A soberba tem muitos filhos: orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor-próprio, exibicionismo...


A soberba é o pior de todos os pecados. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência e ao pecado original. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que "só morre meia hora depois do dono". 


Por outro lado, por ser o oposto da soberba, a humildade é grande virtude, e que mais caracterizou o próprio Jesus: "Manso e humilde de coração" (cf. MT 11,29) e também marcou a vida de Maria: "Serva do Senhor" (Lc 1, 38), José e todos os santos da Igreja. 


São Vicente de Paulo ensinava seus filhos que o demônio não pode nada contra uma alma humilde, uma vez que sendo soberbo, não sabe se defender contra a humildade. Por isso, com esta arma ele foi vencido por Jesus, Maria, José, São Miguel e pelos santos. A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a “fonte” dos seus próprios bens materiais e espirituais. Acha-se cheia de si mesma e se esquece de que tudo vem de Deus e é dom do alto, como disse São Tiago: "Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes" (Tg 1,17). 

Conteúdo acessível também pelo iphone


O soberbo se esquece de que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, d'Ele depende em tudo. Como disse Santa Catarina de Sena, ele [maligno] “rouba a glória de Deus”, pois quer para si os aplausos que pertencem só a Deus. São Paulo lembra aos coríntios que: "Nossa capacidade vem de Deus" (2 Cor 3,5). A soberba tem muitos filhos: orgulho, vaidade, vanglória, arrogância, prepotência, presunção, auto-suficiência, amor-próprio, exibicionismo, egocentrismo, egolatria, etc. 


Podemos dizer que a soberba é a “cultura do ego”. Você já reparou quantas vezes por dia dizemos a palavra "eu"? "Eu vou"; "Eu acho"; "Eu penso que"...; "Mas eu prefiro"..., etc... A luta do cristão é para que essa “força” puxe-o para Deus e não para o ego. Jesus, nosso Modelo, disse: "Não busco a minha glória" (Jo 8,50). São Paulo insistia no mesmo ponto: “É porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar os homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Deus” (Gl 1,10). 


Adão e Eva, sendo criaturas, quiseram “ser como deuses” (cf. Gen 3,5); Jesus, sendo Deus, fez-se criatura. Da manjedoura à cruz do Calvário, toda a vida de Jesus foi vivida na humildade e na humilhação. Por isso, Jesus afirmou que no Reino de Deus os últimos serão os primeiros e quem se exaltar será humilhado. 


Façamos como Santa Teresinha que procurava o último lugar... 




Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Você sabe o que seu filho vê na internet?

A Internet hoje é o grande fascínio das crianças e jovens, e veio para ficar. Ela é um meio poderosíssimo de comunicações que põe o mundo dentro de sua casa e também na cabeça de seus filhos. Tem coisas maravilhosas e tem também desgraças enormes e até proposta de suicídio em grupo. Logo, os pais precisam tomar todo cuidado com esta máquina que os jovens dominam com incrível facilidade deixando a nós adultos longe.A equipe do “Portal da Família” (www.portaldafamilia.com.br) pesquisou algumas informações de Segurança para ajudar as crianças no uso da Internet. Isto pode ajudar a você que é pai a educar seus filhos. Algumas dicas de uso do citado Portal são importantes para orientar os jovens, como: 1. Lembre-se de que, na Internet, você nunca pode ter certeza de quem é a pessoa com quem você está conversando. Infelizmente, muitos mentem, e alguém que diz ser uma criança pode na verdade ser um adulto perigoso. 

2. Nunca divulgue informações sobre a sua vida, como por exemplo o seu sobrenome, o seu número de telefone, onde você mora ou onde é a sua escola, sem perguntar primeiro a seus pais. Desconfie daqueles que querem saber muito sobre você, pois mesmo com poucas informações as pessoas podem descobrir onde você mora.  

3. Tenha em mente as regras de segurança quando estiver online: o seu comportamento e os sites da Web que você visita determinarão em grande parte a sua segurança online. Sempre siga as regras de uso da Internet, quer esteja em casa, na escola, na biblioteca ou em outros lugares. Elas existem para garantir que você possa se divertir de maneira segura.  

4. Sempre mostre respeito pelos outros: trate as pessoas que estão online como você gostaria de ser tratado. Nunca envie mensagens de e-mail ofensivas ou desagradáveis. Lembre-se de que qualquer coisa que você escrever ou enviar online pode ser reenviado a outras pessoas – por exemplo a seus pais ou à sua escola! Portanto, se você sentir a tentação de dizer algo que os outros não gostariam de ouvir (e que você mesmo não gostaria de ouvir, se viesse de outra pessoa…), abafe essa tentação! 

5. Fazer planos para encontrar os seus interlocutores de Internet na vida real normalmente é uma péssima idéia, porque as pessoas podem ser muito diferentes na vida real daquilo que elas dizem ser pelo computador. Se quiserem marcar um encontro com você, não aceite. Se você quiser conhecê-los, leve os pais consigo e encoraje os seus “amigos” virtuais a fazer o mesmo. No mínimo, faça com que os seus pais e amigos reais saibam o que você vai fazer. 

6. Desligue o computador se alguma coisa o deixar preocupado ou inquieto. Se alguém com quem você estiver conversando ou alguma coisa que você vir quando estiver online fizer você ter preocupação ou medo, simplesmente feche o navegador e desligue o computador. Se você não fornecer informações sobre si mesmo a ninguém, ele ou ela não poderão ameaçá-lo, e você poderá simplesmente ignorar essa pessoa ou bloqueá-la no futuro. Sempre avise os seus pais ou professores se você tiver medo ou se sentir ameaçado quando estiver online – eles sabem o que fazer.  

7. Se você receber e-mails suspeitos, arquivos ou fotos de alguém que não conhece, mande-os para a lata de lixo. Você tem muito que perder se confiar em alguém que não conhece. Do mesmo modo, evite clicar nas URLs que lhe parecem suspeitas. 

8. Nunca distribua as suas senhas para outros colegas. 

9. Nunca faça nada que possa custar dinheiro à sua família, como por exemplo compras online, a não ser que haja algum de seus pais ajudando você a fazer isto. 

10. Antes de você conversar com um desconhecido na Internet sobre algum problema que tenha ou alguma dificuldade que sinta, experimente falar com um parente compreensivo ou um amigo e conte-lhes o que você sente. Eles são um recurso muito melhor e mais digno de confiança do que um estranho numa sala de bate-papo.  

11. Evite entrar em salas de bate-papo (chats) que parecem provocantes ou de muita discussão, e não deixe as pessoas online usarem o truque de fazer você pensar neles como amigos da vida real se você nunca as conheceu pessoalmente. Também não se deixe envolver em discussões e brigas online. Se for procurar problemas na Internet, você os achará com certeza, e as coisas podem sair do controle rapidamente. 

Como regra geral, lembre-se sempre de que os amigos reais são os únicos amigos de verdade, mesmo que de vez em quando lhe digam alguma coisa de que você não gosta. A Internet não é um lugar para cultivar a amizade, apenas para obter informações de certo interesse. 

Amigos mães e pais: façam um contrato de uso da Internet com os seus filhos! 

Muitas famílias descobriram que criar uma espécie de “Termo de Compromisso” com regras para uso da Internet ajuda as crianças a adquirir uma experiência boa e construtiva na Internet e a aceitar melhor as orientações dos pais. Uma das maneiras é fazer uma reunião em família em que todos concordem em estabelecer um “acordo” ou “contrato” entre pais e filhos. Algumas famílias até imprimem esse documento no computador e o assinam em conjunto com as crianças (isto pode ser muito bom, porque evita as discussões que podem surgir depois sobre “Isto estava / não estava no contrato”).  

Vejam abaixo um pequeno exemplo. Mas não é preciso segui-lo; o que interessa é que você crie o seu próprio contrato, com os pontos que lhe pareçam mais necessários para a sua família. Há outros exemplos desses contratos nos sites:  

SafeKids.Com - Family Contracts for Online Safety, Smart Parent.Com - Children´s Pledge to Online Safety 

 

1. Eu SEMPRE falarei com os meus pais, e imediatamente!, quando não entender alguma coisa na Internet, ou algo parecer assustador ou ameaçador. 

2. NUNCA darei meu nome completo, endereço, número de telefone, nome ou localização da minha escola, horário, senhas, ou quaisquer outras informações que me identifiquem quando eu estiver online. SEMPRE consultarei um adulto antes se for o caso de abrir uma exceção.  

3. NUNCA terei um encontro com alguém que só conheço pela Internet. Nos casos em que eu pensar que vale a pena, vou perguntar antes aos meus pais o que eles acham e, se decidir conhecer um colega da Internet, nós nos encontrarmos em um lugar público e um dos meus pais ou tutores estará comigo.  

4. NUNCA responderei a qualquer mensagem que use palavrões ou palavras que me pareçam assustadoras, ameaçadoras ou estranhas. Se receber esse tipo de mensagem, vou imprimi-la antes e mostrá-la a um adulto. Se me sentir incomodado num chat, usarei o comando ignore ou simplesmente sairei desse chat.  

5. NUNCA visitarei um website que custe dinheiro nem farei compras via Internet sem antes pedir permissão aos meus pais ou professores.  

6. NUNCA enviarei uma foto pela Internet ou pelo correio normal a ninguém sem a permissão dos meus pais.  

7. NUNCA enviarei o número do cartão de crédito dos meus pais ou do meu sem a autorização dos meus pais.  

Assinatura da criança………………………………. Data ………….  

 

Assinaturas dos pais……………………………….. Data …………. Além de tudo isso é preciso que os pais fiquem atentos aos sites pornográficos, de pedofilia, de drogas, de convites para “programas” exóticos e excêntricos como suicídio e coisas desse tipo; alguma chave de segurança pode ser usada, e isto pode ser aprendido com pessoas especialistas no assunto. Seu filho é um tesouro incalculável; não permita que outros lhe roubem a sua alma.  

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

domingo, 12 de outubro de 2008

Correr para o altar dos pobres


Correr para o altar dos pobres 


Padre Roberto

Em nosso país o nível de exclusão está se tornando cada vez mais crônico, e quanto mais você está ao lado dos pobres mais você sente isso. Quando Jesus diz: "Eu estou com os pobres, o que vocês fizerem a eles é a Mim que estão fazendo"; isso significa que Jesus era pobre. Jesus não veio ao mundo para ser modelo, Ele é o Verbo de Deus, e Deus é pobre em nosso Senhor Jesus Cristo; não tem outro caminho. Claro que isso pode incomodar aos burgueses que tem essa teoria pentecostalista que coloca tudo na prosperidade, todos tem direito de ter muita coisa porque são filhos do dono mundo, mas Deus não é dono mundo, o príncipe deste mundo é satanás. 

É um escândalo o quanto se gasta com cachorros, você tem misericórdia de um cachorro e não tem de uma criança que come pão com barro. Por isso tanta hipocrisia toma conta do coração daqueles que dizem crê em Jesus.

Nós católicos temos o vício de doar restos para os pobres - comidas vencidas, roupas velhas - como se o pobre fosse lata de lixo. Nós católicos somos viciados em doarmos os restos para os pobres e gastarmos dinheiro com coisas banais. Jesus não é modelo de pobreza, Ele é pobre por excelência.

Católico não é para fazer filantropia e sim caridade. Muitos vivem de filantropia para assegurar a vida de mordomia. Digo a vocês católicos: "saiam dessa inércia com os mais pobres". Como é triste um pai de família chegar em casa e a mulher não ter nada para cozinhar para os filhos. Não ter arroz com feijão para comer é duro. 

“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou” (São João 13,1). Jesus amou até o extremo. Jesus não fez filantropia, Ele fez caridade. Caridade é mística e filantropia é moral. O Evangelho de Jesus é a caridade perfeita. Jesus não só viveu a pobreza, Ele é pobre na sua essência, no seu despojamento; por isso Ele se identifica com os pequenos e não compactua com os poderosos.

Vocês se recordam do pobre Lázaro do Evangelho, vocês sabem que ele é o Senhor, o rico da parábola não tem identidade, o pobre é Lázaro. O rico todos os dias gastava seus bens...







O Ministério da Saúde aprovou para pessoas que desejam mudar de sexo fazerem isso sem pagar nada, mas um pobre fazer uma tomografia não tem chance. Para fazer exames não tem como, mas aborto querem aprovar, e ainda esses hipócritas tem coragem de irem a Missa. Se você é a favor do aborto você não pode ter o Corpo de Cristo em sua boca. Não é a diplomacia que vai te salvar, mas o Evangelho.

Jovem, se sua vocação é o estudo, e você tem a chance de aprofundar, vai como profeta. Hoje a juventude é levada a ser marionetes, isso não é do Evangelho.

O Papa Paulo VI disse no Evangelium Nuntiandi: "o que estão fazendo com o Evangelho de Jesus que não causa mais temor nas pessoas"? O Evangelho de Jesus tem que ser vida, tem que ser sinal de contradição, ele é a pedra angular que os pedreiros rejeitaram. 

O pobre não precisa só do seu sustento material, somos realizadores da esperança dos pobres, eles não têm ninguém, eles precisam do Senhor. 

Outro vício que nós temos é fazer campanha com o que é dos outros. "Eu ajudo tal família"; mas só usa o que é dos outros, não dá daquilo que é seu.

Quanto mais você é pobre, mais você é livre das ilusões, do modernismo... é o que é diante de Deus. A tua liberdade é a tua beleza.

A pobreza é um mistério porque Jesus o Filho de Deus é pobre. Se você quer seguir ao Senhor aprenda ter compaixão de Jesus naquele que sofre, aprenda ter a misericórdia silenciosa. O Espírito Santo é chamado de pai dos pobres no Veni Creator, Ele vai aonde está os pequenos, humildes, sofridos...

Nunca faça do pobre um objeto, ele precisa do que é pessoal, da caridade que não passa e enche a alma de alegria, ela vai onde não tem amor. Jesus também precisa da nossa misericórdia, principalmente nos que são mais pobres e sofridos. 

“Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito” (Zacarias 12,10).

Compaixão é trazer a dor do outro para dentro de você. Traga a dor do outro para dentro de você e faça-o feliz.

Em suas cartas Madre Tereza de Calcutá ao falar dos anos de aridez que ela viveu, diz: "eu não sinto nada. Mas continuo sorrindo ao Senhor Jesus mesmo não sentindo nada. Eu continuo amando os pobres, mesmo não sentindo nada".

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A sabedoria consiste em saber aprender


A sabedoria consiste em saber aprender
Sabedoria não significa o acúmulo de conhecimentos...

Uma maneira concreta de roubar da vida a possibilidade de crescer é a atitude de se achar totalmente pronto diante dela. Aquele que crê saber tudo, retira da alma o sabor da novidade, pois acredita não ter mais nada a aprender. Quem assume tal postura acaba se tornando extremamente auto-suficiente e, conseqüentemente, infeliz. O coração que perde, nas pequenas coisas, a alegria da descoberta sobre si e sobre tudo o que o circunda, adquire uma postura de profunda monotonia e insatisfação em seus dias. 


A humildade de se reconhecer em pedaços, ou seja, ainda não terminado, é essencial para que cresçamos e construamos uma vida sóbria e sem ilusões a nosso próprio respeito. 


Aquele que considera que não tem nada a aprender com os outros e com a vida, torna-se arrogante e infantil, pois, fecha-se em “seu mundo” crendo nas falsas e irrevogáveis verdades criadas por si mesmo. 


Quem passa a vida toda aprisionado a um falso sistema de crenças e verdades pessoais experienciará uma profunda solidão, pois nunca permitirá que outros adentrem em seu coração, que se encontra trancafiado em suas próprias razões. 


A sabedoria escolheu a humildade como sua casa. E somente quando a alma se abaixa para descansar em tal morada, vislumbra o sabor do saber e pode se elevar portando o devido equilíbrio para contemplar cada situação. 


A verdadeira sabedoria consiste na humildade de se enxergar como um “eterno aprendiz”, como alguém que não está pronto e reconhece que tem ainda muitas novidades a vislumbrar na jornada dos dias. Sabedoria não significa o acúmulo de conhecimentos, mas a sensibilidade para aprender as lições presentes em cada coisa que se vive. 


Quem deseja aprender está sempre aberto e escuta a tudo e a todos. E se coloca atento diante de cada situação para delas absorver o conhecimento impresso em cada experiência. 


Tudo e todos são capazes de nos ensinar algo, até mesmo nossos erros e fragilidades. 


Quando reconhecemos que não somos os senhores absolutos diante dos outros e de nós mesmos, somos capazes de nutrir uma sóbria visão a respeito do que somos, entendendo assim que as nossas necessidades não são as únicas e as mais importantes. 


Existem coisas sobre nós mesmos que ainda precisamos compreender e descobrir. Há situações em nosso cotidiano – perdas e acréscimos – que têm muito a nos ensinar e que desejam nos revelar novos caminhos a serem trilhados. 


Estejamos sempre atentos e receptivos às coisas que nos são acrescentadas pela vida, para assim entendermos um pouco mais sobre aquilo que somos e sobre a missão que trazemos no peito. 

“Aprender sempre, impor verdades próprias nunca”; dessa forma, caminharemos constantemente aliados à sabedoria e construiremos sólidas realizações em nossa história. 



Adriano Zandoná
artigos@cancaonova.com
Seminarista e missionário da Comunidade Canção Nova. Reside atualmente na missão de Palmas (TO). É formado em Filosofia e está cursando Teologia. Apresenta o programa "Contra-maré" pela rádio Canção Nova do Coração de Jesus, aos sábados das 16h às 18h. Através do site www.arquidiocesedepalmas.org.br também é possível acompanhar aos sábados toda a programação ao vivo .
 

domingo, 28 de setembro de 2008






Sábado, 27 de setembro de 2008, 15h39 
Multidão na Canção Nova surpreende Padre Rufus

Da Redação

Padre Rufus, sacerdote da Arquidiocese de Bombaim, Índia


Em 30 anos de evangelização por vários países, o exorcista padre Rufus Pereira que veio da Índia para pregar um retiro de oração na sede da Comunidade Canção Nova em Cachoeira Paulista, se mostra impressionado com a multidão de pessoas presente no evento, "estou surpreso", afirma numa coletiva realizada nesta manhã na sede da comunidade. Recentemente em sua terra natal não é comum ver cristãos reunidos assim, o país vive uma grave onda de violência contra a comunidade cristã.

Esta é a quarta vez que o sacerdote prega retiros sobre cura e libertação na Canção Nova. Para ele esse surpreendente número de pessoas, é devido a esperança que trazem em Jesus. "Certamente é algo que foi dito no ano passado ou anteriores, que deu a eles a esperança de que o Senhor vai solucionar seus problemas", diz.

Pe. Rufus destaca como o Evangelho que "a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos", daí a importância de meios comunicação como os da Canção Nova para potencializar o alcance da palavra de Deus. "A igreja precisa desses lugares, dessas comunidades, e os documentos recentes da Igreja salientam isso", afirma, "uma comunidade como a Canção Nova, que trabalha pela renovação da Igreja, pode oferecer cura e libertação para pessoas que estão com dificuldades".


Na pregação desta manhã o sacerdote explicou o caminho pelo qual as pessoas que buscam a cura devem seguir: "Muitas pessoas vem falar comigo nos encontros, pedindo para serem curadas de dor de cabeça, paralisia, etc, e Jesus quer curá-las, mas Ele diz para buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus".


Diante do Centro de Evangelização da Canção Nova com capacidade para 70 mil pessoas, lotado, Pe. Rufus recordou o quanto Jesus tinha compaixão das multidões, "elas eram como ovelhas sem pastor, por isso que essas pessoas vêm, vêm até aqui esperando que algo aconteça". 

Tags: padre Rufus Canção Nova Acampamento de Oração

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Elogio, um remédio que cura



Não precisamos esperar nobres gestos para elogiar alguém


Muitas vezes, salta aos nossos olhos apenas os defeitos de quem está ao nosso lado, mas, raramente, tecemos algum comentário sobre suas qualidades. 

As críticas - especialmente quando falta o bom senso nas palavras - tendem a criar uma barreira entre o casal. E a pessoa, por medo de ser novamente repreendida em seus atos, sente-se inferiorizada e, conseqüentemente, mais insegura, até mesmo diante daquele que poderia ser o seu apoio. 


Em nossos relacionamentos, muitas promessas de mudanças de comportamento, certamente, já tenham sido feitas, mas, infelizmente, poucas vezes cumpridas. Fazer uma série de cobranças a respeito daquilo que o outro não conseguiu, por via de regra, acaba se transformando em discussões que, raramente, poderão trazer algum resultado, exceto dores de cabeça e estresse. 

Ofuscada pelas decepções, a pessoa criticada se sente a menor das criaturas e incapaz perante o outro. Definir novas estratégias para restabelecer a vontade em continuar com aquilo que lhe era um desafio, torna-se pesado demais... 


Conseqüentemente, a decepção e toda uma carga de maus sentimentos parecem lançar por terra aqueles esforços investidos no compromisso. Assim como as más palavras destroem um caráter e corrompem as sementes das virtudes; as palavras cheias de benevolência aumentam nossa auto-estima, robustece nossa autoconfiança e, de maneira especial, fortalecem nossos vínculos muito mais do que bens ou presentes poderiam fazer. 


Algumas situações podem ter outro desfecho, quando elogiamos, sinceramente, as pessoas naquilo que para ela têm sido motivo de esforços. 


Todos nós, de alguma maneira, buscamos compensação para aquilo que fazemos. Nem sempre essas compensações precisam vir de um bem material. 

Talvez, o início para se alcançar o cumprimento das metas e objetivos, numa vida a dois, esteja contido nas palavras de encorajamento entre eles ou em simples elogios, mesmo quando aquilo que foi prometido, anteriormente, tenha manifestado pequenos sinais de mudança. 


Todos nós temos qualidades e podemos enaltecê-las por meio de elogios sem frisar tanto os defeitos, pois, se a pessoa que convive conosco mal percebe nossas qualidades, de quem poderíamos esperar tal reconhecimento? 

O elogio faz com que a pessoa perceba que é notada e, uma vez valorizada, cresce sua auto-estima e tudo contribui para fortalecer os vínculos entre o casal. 

Na verdade, estamos, através das palavras, encorajando nossa (o) companheira (o) a se empenhar ainda mais naquilo que ela está buscando ou se esmerar em outras, ratificando pelas palavras, o nosso voto de confiança. 


Não se trata de fazer elogios vazios, faltando com a sinceridade. 

Para a pessoa que amamos, os elogios são indicadores de que nos importamos com ela e queremos o seu crescimento. São práticas simples e eficazes que tampouco custam alguma coisa. Isso nada tem a ver com bajulação que, freqüentemente, pode não passar de uma tentativa de manipulação das coisas ou situações para obter certo benefício. 

Não precisamos esperar nobres gestos para elogiar alguém que esteja ao nosso lado. Pequenos e sinceros comentários podem tornar o dia de quem amamos muito mais agradável e não há contra-indicações, podendo ser aplicadas em qualquer relacionamento. 


Falar bem do outro, querer bem ao outro e promovê-lo é importante, pois, na verdade, os elogios são os aplausos aos esforços das mudanças que tanto acreditamos ser necessário para se estabelecer o bom convívio. 

Há muitas maneiras de mostrar a alguém o nosso carinho. E porque não acrescentar também a eficácia dos elogios? 


:: Ouça comentários adicionais do autor 





Um abraço, 


José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, trabalhando atualmente na na Fundação João Paulo II no Portal Canção Nova. 
Ouça comentários em MP3 de outros artigos em meu podcast 
12/09/2008 - 08h00

Tags: Relacionamento convivencia, familia